quarta-feira, 12 de setembro de 2007

DESMANDOS COM O DINHEIRO PÚBLICO NO AMAPÁ

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Segundo denúncia pública, realizada pelo Deputado Estadual Camilo Capiberibe, hoje pela manhã, no Plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Amapá, a Secretaria de Estado da Educação vem comprando alimentos, para a merenda escolar, com preços superfaturados. Ainda Segundo o parlamentar, a citada secretaria vem também comentendo o absurdo de mudar o hábito alimentar de comunidades indígenas, onde segundo o mesmo, são servidos alimentos como: almôndegas e sardinhas em conserva. Em pesquisa in loco, em supermercados da capital, o parlamentar descobriu também que vários dos produtos constantes da lista de alimentos da merenda escolar, não existem, ou seja, a secretaria estaria adquirindo os mesmos fora do Estado, não permitindo a circulação do dinheiro público no próprio Estado. O hilário é que as provas do superfaturamento estão abertas para todos, basta acessar o site das contas do Governo Estadual.
E AINDA TEM GENTE QUE JURA QUE O GOVERNADOR NADA SABIA SOBRE O CASO! NOOOSSSAAA!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

UM SORRISO PARA A INCONSTÂNCIA POLÍTICA

Saudades ficarão da brilhante gerência da professora Lindomar Pereira Cunha a frente do Abrigo São José. Sua eficiência, competência, capacidade e moral deram luz e brilho a uma casa que estava apagada e atolada em problemas.
Sua saída, de forma abrupta e sem justificativa plausível, apenas confirmou mais uma vez que os gestores públicos sempre a chamam para "corrigir" os desastres feitos por outras pessoas, e depois, de forma insipiente, a descartam como uma espécie de "tapa-buracos".
Este também professor espera, que desta vez, esta magnífica mestra não permita mais ser usada por essa política inconsistente e volúvel, que não respeita e nem reconhece verdadeiros trabalhos em prol da sociedade; ao contrário, aplaude aqueles que se locupletam com carguinhos comissionados, lambendo botas em busca das migalhas jogadas.
Com sua saída, cara professora, perdem os idosos, perde a sociedade em geral e perde novamente o poder público!
Do fundo de meu coração, minha professora, desejo-lhe todo o sucesso do mundo nas próximas caminhadas!

terça-feira, 3 de julho de 2007

O CAOS NOSSO DE CADA DIA

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Com todo o respeito que tenho pela religião católica, permito-me ousar em sugerir que nossos padres comecem a ensinar o início de uma nova oração “O Caos Nosso”, devendo assim ser pronunciada:

Dinheiro nosso que está sendo roubado,
Modificado seja vosso uso,
Venha a nós, e não aos cofres públicos,
Onde será sempre manchado,
Pelas obscenidades praticadas.

O caos nosso de cada dia, minimize hoje.
Perdoai a nossa burrice,
Assim como nós perdoamos a quem nos tem roubado!

Não nos deixei esquecer as falcatruas,
E livrai-nos dos descendentes dos corruptos. Amém!

A sugestão acima, longe de sacanear a religião já citada, nem tampouco brincar com o nome do criador, visa tão somente demonstrar a que ponto os cidadãos brasileiros chegaram: violência descontrolada, corrupção sem precedentes, desrespeito total com a dignidade humana (vide saúde, segurança, educação e transporte).
Ultimamente, o problema – que sabemos que não tem só uma causa – que mais está fazendo a população sofrer, é o “samba de crioulo doido” que se tornou o transporte aéreo. Empresas gananciosas vendendo mais passagens do que devem, controladores de vôo que somente agora estão percebendo o quanto são essenciais, gestores do setor que muito falam e nada fazem de concreto para resolver a crise, políticos atolados até o pescoço em denúncias de desvio de dinheiro público que poderia estar sendo usado para sanear o problema, e finalmente a população atônita e indignada com o tratamento que vem recebendo dos outros atores do problema.
Mais caótico do que isso é perceber que esse problema, na verdade, é um dos menores que enfrentamos, pois se pensarmos na miséria dos brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza; se pensarmos que só a classe média alta e a rica é que usam com freqüência o transporte aéreo, ficando os pobres a amargar as péssimas condições das estradas do país, além da violência que se multiplica nas mesmas; é que vamos entender que aqueles que mais precisam, nem são lembrados pela mídia paga. E, diga-se de passagem, com nosso próprio dinheiro.
Lembro-me de um artigo que escrevi, onde mostrava a caótica situação das pessoas que procuravam atendimento médico em Macapá, escrevendo o que um pai já havia dito: “Em Macapá só existem três médicos: Dr. GOL, Dr. TAM e Drª. TAF”. Porém, analisando o atual problema que a Nação atravessa, penso que até sem esses três ficamos. Valha-nos quem?
O jeito é rezar!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

AS DUAS FACES DA MOEDA

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A “guerra” travada entre os Estados do Pará e Amapá e as Guianas já é de conhecimento público e notório. De um lado, amapaenses miseráveis e famintos se arriscam nas travessias ilegais na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa na ânsia de conseguirem uma vida melhor para si e seus familiares; paraenses, também miseráveis e famintos seguem o mesmo caminho de seus irmãos territoriais. De outro lado, policiais franceses tentam desesperadamente evitar a invasão de seu território, prevenindo a prostituição, crimes e trabalho escravo, provocados pela presença dos brasileiros ilegais.
Nessa perspectiva, o problema parece simples e de fácil solução, ou seja, a implantação de uma fiscalização mais intensa na fronteira e políticas públicas sociais sérias, nos Estados do Amapá e Pará, a fim de minimizar o alto índice de desemprego e miséria existentes.
Porém, as medidas acima citadas são, na verdade, de quase impossível prática, senão vejamos:
1. A fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa é extensa, carecendo – no mínimo – do dobro do efetivo de policiais e\ou fiscais ali existentes. Nosso exército mantém, no município de Oiapoque, um insipiente efetivo de recrutas sem a mínima estrutura para enfrentar um problema de tal envergadura.
2. O Amapá está entre os Estados mais corruptos do nosso decadente país. Nossas políticas públicas são mínimas e de caráter assistencialista e eleitoreiro, produzindo uma dependência doente de grande parte da população em relação aos políticos oportunistas (currais eleitorais).
3. O Pará, verdadeiro representante do trabalho escravo e infantil no país, possui um poder público surdo, cego e mudo para as atrocidades cometidas contra seus cidadãos e meio ambiente (vide garimpos e madeireiras).
4. O Brasil, como um todo, é o país mais “bonzinho” com estrangeiros legais ou ilegais; porém o tratamento de outras nações em relação a brasileiros, legais ou não, sempre foi muito mais duro do que o dispensado pelo Brasil aos estrangeiros (somos puxa-sacos de gringos).
Nesse emaranhado de realidades e fatos fica muito difícil resolver o problema dos brasileiros nas Guianas.
Recentemente, uma comissão de Deputados Estaduais do Amapá esteve no município de Oiapoque a fim de verificar a real situação dos amapaenses que ali vivem, nesse sentido, o observado foi o óbvio e ululante, ou seja: a prostituição, a miséria, o câmbio negro, o tráfico de mulheres e drogas, e demais mazelas sociais.
Nossa bancada federal, em relação a essa realidade, apresenta-se infértil e insipiente.
No meio político como um todo, muitos discursos inflamados e quase nenhuma ação efetiva e funcional. Estudos, pesquisas e relatórios, são muitos; precisamos, porém, é de soluções!
Na verdade temos dois Estados cancerosos em um país aidético e com Mal de Alzheimer!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ÉTICA NA PESQUISA APLICADOS NA POLÍTICA BRASILEIRA

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Mesmo que a história nos mostre ser utópico o pensamento de se aplicar princípios éticos na deturpada política brasileira, nossa moral – em seus recônditos – ainda clama por uma chance de se impor frente ao ululante desrespeito social.
Nessa esperança contemplamos a pureza dos princípios já citados, que se aplicados à política, encontraríamos os seguintes exemplos:
1. Políticos e gestores preocupados exclusivamente em praticar a beneficência (dever de fazer o bem aos outros, independentemente de desejá-lo ou não). Nesse contexto, não podemos confundir este princípio com benevolência (simplesmente desejar o bem, não estando implícita a sua prática), ou benemerência (apenas merecer o bem).
2. Políticos e gestores preocupados em ser justos, além de aplicarem a justiça que a eles compete. Nesse sentido, devemos compreender que a justiça é um princípio moral, enquanto que o direito é a realização desse princípio no convívio social.
3. Políticos e gestores imbuídos na prática do respeito à pessoa humana, respeitando sua privacidade e autonomia, além de aplicar a veracidade no trato social.
Como seria melhor nossa existência se estes senhores aplicassem os princípios aqui referidos (beneficência, justiça e respeito à pessoa humana)!
Porém, ao contrário dessa utopia, vemos – cada vez mais perplexos – a insensibilidade dos mesmos para conosco. Na tentativa de escoimar a gerência da coisa pública, escolhemos livremente – ou assim o pensamos – cidadãos que, em seus garbosos discursos, prometem verdadeiros milagres para nossos seculares problemas; porém, com a simples assunção do cargo, esses mesmos milagreiros conseguem promover mais desatinos que seus antecessores.
A fábrica de políticos, incrementada por insumos oriundos da classe empresarial, cresce a cada dia – as figuras, em vez de serem substituídas, são apenas recolocadas em outras posições ou cargos, para novamente praticarem seus desmandos.
Falando no princípio da justiça, onde encontramos a visão da justiça distributiva – segundo a qual podemos tratar a questão como simplesmente “distribuição justa” ou “o que é merecido” –, vemos a insipiente ação daqueles que deveriam primar por tal princípio em detrimento do dito exercício da cidadania.
Uma injustiça ocorre quando um benefício que uma pessoa merece é negado sem uma boa razão ou quando algum encargo lhe é imposto indevidamente ou abusivamente. Nesse sentido, nosso país está repleto de injustiças! Quantas e quantas vezes nossos cidadãos vêem-se privados de seus benefícios (direitos – que segundo a lei, constituem obrigações do Estado)? Que justiça é essa que nos obriga a pagar abusivamente infindáveis impostos?
Outra maneira de se conceber o princípio da justiça é entender que os iguais devem ser tratados igualmente. Porém, em tal contexto, deve-se responder ao seguinte questionamento: “- Quem é igual e quem não é igual?”. Nesse sentido, devemos assim refletir: a cada pessoa uma parte igual, a cada pessoa de acordo com a sua necessidade, a cada pessoa de acordo com o seu esforço individual, a cada pessoa de acordo com a sua contribuição à sociedade, e a cada pessoa de acordo com o seu mérito.
O importante é percebermos que, em se tratando do Brasil, nenhuma forma de reflexão é praticada. Ninguém recebe – mesmo com nível acadêmico igual – partes iguais; aqueles que menos precisam – até porque tem demais – são os que mais recebem; os que menos trabalham são os que mais ganham; os que mais provocam prejuízos à sociedade são os mais beneficiados com regalias e benesses; e finalmente, os que mais mérito possuem são os menos lembrados nas recompensas.
Diante disso, é forçoso se declarar que “o desenvolvimento da política brasileira é inversamente proporcional ao da ética na pesquisa”.